ARGENTINA: COALIZÃO DE KIRCHNER OBTÉM MAIORIA NO LEGISLATIVO, MAS PERDE NOS PRINCIPAIS DISTRITOS




Cristina Kirchner teve sua popularidade avaliada nas urnas neste domingo (Foto; Agência EFE/Opera Mundi)
Nas primárias para as eleições legislativas de outubro, o kirchnerismo mostra força no país, mas é derrotado em tradicionais redutos, como no distrito (estado) de Buenos Aires e na capital

Do Opera Mundi, de 12/08/2013

A presidente Cristina Kirchner e sua coalizão, FPV (Frente para Vitória), conquistaram a maioria dos votos na Argentina nas eleições primárias para o Legislativo. O resultado divulgado na noite deste domingo (11/08) aponta para uma vitória governista em todo o país. No entanto, o kirchnerismo foi derrotado nos principais distritos argentinos - o maior revés foi na província de Buenos Aires.

A apuração preliminar, com 90,3% dos votos para deputados contabilizados, revela que o FPV obteve 26% dos votos, seguido pela frente opositora Frente Renovadora, com 8,24%. A Frente Progressista Cívico e Social obteve no total  7,59% dos votos. Na votação de pré-candidatos ao Senado, com 88,34% dos votos apurados, a FPV conseguiu 26,72% dos votos, seguida pela Frente Unen, com 11,86%, e pela Unión-Pro, com 11,67%.

O melhor resultado oposicionista, na província (estado) de Buenos Aires, teve 81,7% dos votos apurados. Sergio Massa, da Frente Renovadora, teve 34,7% das preferências, enquanto o candidato kirchnerista Martin Insaurralde conseguiu 29,3%.

Além de principal centro econômico e político, a província de Buenos Aires concentra 37,3% dos eleitores e tem 35 cadeiras de deputados. Cristina também perdeu em sua província, Santa Cruz, governada há anos pelo kirchnerismo. A lista de oposição da União Cívica Radical foi declarada vencedora com 70% da apuração concluída. Os resultados prévios também apontaram derrota da coalizão governista em Córdoba, Mendoza e Santa Fé.

Nas primárias, com voto obrigatório, os argentinos decidem quais serão os candidatos ao Senado e à Câmara para as eleições de outubro. Os partidos que não alcançarem o mínimo de 1,5% de votos ficam impedidos de participar. A eleição de outubro será decisiva para os dois próximos anos de governo de Cristina Kirchner. Sem maioria na Câmara, a oposição pretende barrar as reformas progressistas adotadas nos últimos anos na Argentina.


Cerca de 30,5 milhões de argentinos estavam registrados para a votação nas primárias. Nelas são definidos os candidatos que poderão concorrer à próxima eleição legislativa, em 27 de outubro, quando serão renovados 24 assentos no Senado e 127 na Câmara dos Deputados.

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