DÍAZ RANGEL: LINHA EDITORIAL DA IMPRENSA PRIVADA PROCURA AGUDIZAR A VIOLÊNCIA NA VENEZUELA

Eleazar Díaz Rangel
Eleazar Díaz Rangel (Foto: AVN)

E qual é a linha do Últimas Notícias? 

Observação do Evidentemente: A nota do portal Aporrea, no último parágrafo, questiona sobre a linha do jornal cuja redação é dirigida justamente pelo jornalista que faz a avaliação. É uma situação interessante e delicada. Díaz Rangel é considerado, de modo geral, um profissional independente e sério, mas a avaliação de chavistas é que o Últimas Notícias tem uma tendência mais chegada ao antichavismo. É o diário privado de maior circulação no país - em torno de 300 mil exemplares por dia - e de propriedade do maior grupo de comunicação da Venezuela, o Grupo Capriles, família da qual faz parte o governador do estado de Miranda, Henrique Capriles Radonski, justamente o principal líder da oposição. 

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Caracas - O diretor do jornal Últimas Notícias, Eleazar Díaz Rangel, avaliou na noite de sexta-feira, dia 28, que muitos dos meios de comunicação privados mantêm uma linha editorial que aponta no sentido de agudizar a situação de violência, gerada por grupos de ultradireita na Venezuela.
Destacou que o manejo da informação quanto às situações provocadas a partir das "guarimbas" (bloqueios e atos violentos feitos pela ultradireita nos bairros mais nobres de Caracas) tem sido manipulado numa alta porcentagem.

“Parece que há uma linha de condução, de políticas editoriais que estão a favor de que esta situação crítica se agudize e que possa desembocar numa crise maior para chegar à saída do presidente (Nicolás) Maduro”, disse.

Considerou que os meios públicos (estatais) têm outra posição, mas que tampouco informam tudo o que ocorre no país, pois, na sua opinião, preferem ocultar algumas das coisas que acontecem a nível nacional por razões políticas.

Asseverou que Últimas Notícias faz um grande esforço tentando mostrar a realidade e indicou que tal realidade, pelo lado da oposiçao, se expressa de duas formas: uma violenta mediante as "guarimbas", ataques a espaços públicos e privados, enquanto que outra tenta ocultar o mais negativo dos protestos.

Díaz Rangel questionou que muitos meios de comunicação privados não destaquem o alcance dum acontecimento importante como foi a Conferência Nacional pela Paz, assim como a instalação da Comissão pela Verdade Econômica, e que, ao contrário, noticiem com destaque uma suposta repressão por parte das forças de segurança do Estado contra manifestantes.

(Agora vem o questionamento dos redatores do Aporrea):

Últimas Notícias, além de se mostrar tendencioso e/ou ocultar os esforços de paz que se fazem no país, utiliza uma linguagem de confrontação e de apoio à violência. Basta ver sua página web para se dar conta da sua linha editorial... a menos que certos 'jornalistas' estejam acima da direção desse diário, que está nas mãos de Díaz Rangel, precisamente.

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