quinta-feira, 30 de abril de 2015

NADA DE COMEMORAÇÃO, SORTEIOS E SHOWS: 1o. DE MAIO NO BRASIL SERÁ DE LUTA

(Foto: Página do MST)

Em todo o país vão acontecer atos conjuntos que terão no centro da pauta a defesa dos direitos da classe trabalhadora, da democracia, da Petrobras e da reforma política.


Da Página do MST (com informações da CUT), de 29/04/2015

Nada de comemoração, sorteios e shows: neste ano, o dia 1º de maio, Dia do Trabalhador, será de luta contra agenda conservadora.

Ao menos, é assim que as principais centrais sindicais estão interpretando as atividades para a próxima sexta-feira (1°).

Junto a movimentos sociais e estudantis, em todo o país vão acontecer atos conjuntos que terão no centro da pauta a defesa dos direitos da classe trabalhadora, da democracia, da Petrobras e da reforma política.

Este 1º de Maio acontece num contexto diferente dos últimos anos, em que a classe trabalhadora está correndo o risco de perder diversos direitos trabalhistas.

No Legislativo, a recente aprovação do Projeto de Lei 4330 pela Câmara dos Deputados amplia a terceirização para todos os setores da empresa e rebaixa salários, direitos e conquistas.

No Executivo, as Medidas Provisórias (MPs) 664 e 665 dificultam o acesso a abono salarial, seguro desemprego e auxílio doença.

Para Vagner Freitas, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), “a direita conservadora tentará trazer o retrocesso ao país, e conseguirá se não fizermos enfrentamento”, alerta.

Por isso que para ele este ano a data será um marco da luta e da resistência dos trabalhadores para fazer o enfrentamento nas ruas contra estes projetos.

“Será um grito pela liberdade, pela democracia e pela construção de uma sociedade menos desigual. Para isso precisamos de uma reforma política com o fim do financiamento empresarial de campanha, precisamos da regulação dos meios de comunicação para que tenhamos democracia e pluralidade, para que avancem pautas trabalhistas como a redução da jornada de trabalho sem redução de salário, a regulamentação do direito de greve e negociação no serviço público, a reforma agrária. Tudo isso depende do Congresso”, aponta Freitas.

Ato em São Paulo

Na capital paulista, as atividades se iniciam às 10h com ato ecumênico no Vale do Anhangabaú, no centro.
A concentração será a partir das 9h, na Praça da República, Largo do Arouche, Estação da Luz e Pátio do Colégio, de onde sairão caminhadas até o Anhangabaú.

Para as 11h, está previsto o ato político/cultural, com a rapper Pame’lloza e Grupo Mistura Popular.

A partir das 13h começam as apresentações musicais, com Alceu Valença, Leci Brandão, Rappin Hood, GOG, Thobias da Vai-Vai e Elizeth Rosa.

"OBAMA DIZ QUE OS ESTADOS UNIDOS DEVEM FAZER UM EXAME DE CONSCIÊNCIA..."

"Por Hiroshima, Vietnã, Panamá, Kennedy, Somália, Iraque ou pelo desta semana?"

Por Daniel Paz & Rudy, no jornal argentino Página/12, edição impressa de hoje, dia 30

RENATO ROVAI: "PARABÉNS, PROFESSORES DO PARANÁ, VOCÊS TIRARAM O BICHO DA TOCA"

(Foto: Internet)
Os professores que ontem foram massacrados podem ser a chave para enfrentar esse processo configurado na República do Paraná. O Brasil tem uma dívida histórica com esse segmento e não há nada melhor do que investir em educação para se derrotar a estupidez e a barbárie. 
Por Renato Rovai, no seu Blog do Rovai (Portal Fórum), de 30/04/2015
Ontem o Brasil viveu um dos episódios mais chocantes da história da luta dos professores em defesa da educação e dos seus direitos. A barbárie perpetrada em Curitiba pelo governador Beto Richa e o seu secretário de Segurança Pública, Fernando Francischini, com centenas de educadores feridos, demonstra o quão violento é o braço político-judicial que se arma a partir do Paraná com o objetivo de endireitar o país.
Francischini é o símbolo mais caricato dessa troika. Ele se tornou secretário de Segurança do Paraná depois de ter virado símbolo nacional de uma guerra ao PT e aos direitos humanos na internet. Com uma ação muito bem coordenada na rede, esse inexpressivo delegado foi se tornando ícone daquela gente que desfilou no dia 15 de março fazendo selfies com a PM e portando faixas de intervenção militar.
A estratégia deu certo e lhe rendeu 160 mil votos, praticamente 3% do total do estado, o que é bastante para um candidato a cargo proporcional. E já em dezembro de 2014 Beto Richa nomeou-o secretário de Segurança Pública.
Até aquele momento o governador do Paraná era o bom moço que tinha sido reeleito no primeiro turno e que se vendia ao Brasil como eficiente administrador público. Já havia quem o recomendasse como uma opção tucana, inclusive, para disputar a presidência da República.
Do mesmo Paraná, o juiz Sérgio Moro foi se consolidando no final do ano passado como o algoz da corrupção. Impôs um estado policial no país a partir de sua jurisdição e se tornou o nosso Eliot Ness tupiniquim.
O 15 de março foi em boa medida construído a partir do que essa República do Paraná oferecia ao Brasil: combate à corrupção, guerra ao PT e aos direitos humanos. Inclusive a guerra suja na internet tem sido fortemente operada a partir do DDD 41, por gente que trabalha em gabinetes de parlamentares e em governos.
Ontem essa República do Paraná, porém, testou um dos limites mais caros à democracia. Ela não se importou em colocar suas tropas para massacrar professores.
Ao mesmo tempo, também ontem se descobriu que o delator do senador Anastasia, o policial federal conhecido por Careca e que foi libertado por Sérgio Moro, está foragido. Ou seja, o inquérito contra o parlamentar fica interrompido enquanto isso.
O jogo começa a ficar mais claro. A Operação Paraná mostra sua verdadeira face. E se por um lado isso deixa a disputa mais transparente, por outro é preciso saber como jogar esse novo jogo com uma nova direita violenta e golpista que se mostra articulada em várias esferas.

Os professores que ontem foram massacrados podem ser a chave para enfrentar esse processo. O Brasil tem uma dívida histórica com esse segmento e não há nada melhor do que investir em educação para se derrotar a estupidez e a barbárie. Parabéns, professores do Paraná, vocês tiraram o bicho da toca.

MÁRIO AUGUSTO JAKOBSKIND: "ASSIM CAMINHA O PARLAMENTO BRASILEIRO"


Colunista fala das estranhas relações de deputados com os americanos 
E ainda aparecem parlamentares defendendo a redução da maioridade penal com argumentos do baú do senso comum.

Por Mário Augusto Jakobskind, do Rio de Janeiro - no Direto da Redação (Correio do Brasil), de 29/04/2015

Na Câmara dos Deputados dos dias de hoje tem de tudo, a começar pelo próprio presidente da Casa, Eduardo Cunha. Até mesmo parlamentares ditos “arautos da moralidade” se destacam com pronunciamentos de fidelidade a pátria…

São tantos, que ficaria difícil enumerá-los todos de uma vez. No momento vale registrar a presença do Deputado Heráclito Fortes, do PSB, quem diria, Partido Socialista Brasileiro.

Este parlamentar, segundo o site Brasil 29, é um dos políticos que já colaborou secretamente com o governo dos EUA, precisamente quando exercia a função de Senador pelo PFL.

Pois bem, Fortes, segundo ainda o Brasil 29, é citado em documento secreto da Embaixada dos Estados Unidos datado de 13 de novembro de 2007 e enviado à CIA (serviço de inteligência norte-americano), a NSA (Agência de Segurança Nacional) dos EUA e ao Departamento de Energia dos Estados Unidos.

Na condição de presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado, o documento assinala que ele repassou informações sigilosas para Washington e instigou uma ação de intervenção mais dura no Brasil. “Vocês são crianças: você ignora o problema demoradamente e então é tarde demais”, disse Heráclito de uma forma tão enfática que essa parte do relatório recebeu do embaixador Clifford Sobel o título de “You are Children” (Vocês são crianças).

A informação do Brasil 29 assinala que Heráclito Fortes ligou para Clifford no dia cinco de novembro de 2007 e pediu um encontro urgente para tratar de uma questão “que não poderia ser discutida no telefone”.

Fortes encontrou com o embaixador naquele mesmo dia na parte da tarde e o encontro continuou na manhã seguinte. O Senador abriu o jogo, O político que hoje integra as fileiras do PSB demonstrou então “sinais preocupantes” de que o Brasil se aproximava da Rússia, do Irã, da Venezuela, aumentando a influência desses países na região, “mutuamente se reforçando”.

Heráclito Fortes, em suma, fazia exatamente o jogo que os estadunidenses queriam. No caso utilizando o seu cargo para prestar serviços ao governo do país que tentava – e ainda tenta – de todas as formas recuperar o terreno perdido na América Latina,

Embora as denúncias veiculadas pelo site Brasil 29 sejam de 2007, não será nenhuma surpresa se forem divulgadas informações mais recentes demonstrando os vínculos de parlamentares brasileiros com o governo dos Estados Unidos. Pode ser até uma questão de tempo o fato se repetir.

Assim caminha o Parlamento brasileiro, cuja parte dos integrantes tenta de todas as formas manter o financiamento empresarial. Será por quê?

E ainda por cima quando se acusa a intromissão dos serviços de Inteligência dos EUA, os acusadores são tachados de delirantes. Será?

Ah, sim, não se pode deixar de mencionar a existência da bancada da bala, que agora quer de todas as formas mudar a lei do desarmamento. Os defensores, que na verdade estão retribuindo favores aos financiadores de suas campanhas, no caso os fabricantes de armas, estão se esforçando para que seja aprovada essa mudança facilitadora de venda indiscriminada de armas.

No meio de tudo isso aparecem parlamentares defendendo a redução da maioridade penal com argumentos do baú do senso comum.

É preciso dizer mais alguma coisa?

Mário Augusto Jakobskindjornalista e escritor, correspondente do jornal uruguaio Brecha; membro do Conselho Curador da Empresa Brasil de Comunicação (TvBrasil). Seus livros mais recentes: Líbia – Barrados na Fronteira; Cuba, Apesar do Bloqueio e Parla , lançado no Rio de Janeiro.


Direto da Redação é um fórum de debates, do qual participam jornalistas colunistas de opiniões diferentes, dentro do espírito de democracia plural, editado, sem censura, pelo jornalista Rui Martins.

EQUADOR: CORREA DESAFIA A OPOSIÇÃO A MEDIR FORÇAS NO 1o. DE MAIO (HAVERÁ DUAS MARCHAS)

(Foto: Equador ao vivo)
O presidente destacou que essa data é dos trabalhadores e não dum grupo de dirigentes sindicais ancorados no passado e que se opõem simplesmente a tudo.

Do portal Ecuador en vivo (Equador ao vivo), de 29/04/2015 (em espanhol)

El presidente de la República, Rafael Correa, apenas llegó al país tras su visita a El Vaticano, lanzó un abierto desafío a la oposición a medir fuerzas el 1 de mayo a propósito de la marcha del 1 de mayo, "Día Internacional del Trabajo".

Las declaraciones del mandatario han caldeado el ambiente previo al 1 de mayo. El jefe de Estado emplazó a demostrar, a la oposición, que todo mundo está en contra del mandatario y por eso se mostró optimista del respaldo al Gobierno “porque fácilmente les vamos a dar ocho a uno”.

Dijo que van a demostrar el 1 de Mayo con quién está la inmensa mayoría del pueblo ecuatoriano y si las elecciones fueran mañana vamos a ver cuánto quedarían, pues la otra vez fue 3-1 ahora será 4-1. “Mientras estén contra la reelección ellos saben que los barremos en las urnas”.

“No permitiremos que nos roben el 1 de Mayo”, apostilló.

Destacó que esa fecha es de los trabajadores y de no un grupo de dirigentes sindicales anclados en el pasado y que se oponen sencillamente a todo. El presidente insistió que este es el Gobierno de los trabajadores y que cuando analicen la historia se van a reír de cómo ciertos dirigentes se oponían su mandato. Dijo que el salario de la dignidad es un ejemplo admirado en el mundo entero debido a que es una manera de conciliar las tensiones entre capital y trabajo. 

Puntualizó logros en beneficio de los trabajadores: la eliminación de la tercerización, y del contrato por horas, la duplicación del salario básico, la incorporaron de miles de trabajadores al Instituto Ecuatoriano de Seguridad Social (IESS), entre otros.

El mandatario invitó a la ciudadanía a que no se deje engañar y destacó que el Gobierno no ha bajado un solo punto de respaldo popular. Reveló que las encuestas le dan al Presidente de la República entre un 74 y 76 % de apoyo, pero que la oposición, con la ayuda de sus medios de comunicación, quiere convencer a la ciudadanía que ellos (los opositores) son más.

BRASIL: POLÍCIA DO GOVERNADOR BETO RICHA (PSDB) MASSACRA PROFESSORES NO PARANÁ

Por Miguel do Rosário, no seu blog O Cafezinho, de 29/04/2015

Chegam relatos de todas as partes de que, desde ontem, a polícia militar do governador Beto Richa (PSDB) está massacrando professores da rede pública, que protestam contra o governo e seus deputados.

Os relatos são sinistros. A PM está jogando bomba do alto de helicópteros, agredindo indiscriminadamente.

Essa é a mesma PM ao lado da qual os coxinhas psicóticos gostam de tirar “selfies”.

Acompanhe os acontecimentos pelo blog do Esmael.

Enquanto isso, o G1 chama o massacre de “confronto”. Como se professores desarmados, sem nenhuma disposição agressiva, pudessem estar em “confronto” com milhares de policiais armados até os dentes, com viseiras, escudos, gás lacrimogênio, cassetete, arma de fogo, etc.

Clique para ver mais fotos em O Cafezinho:

FÁTIMA OLIVEIRA: A CARNIFICINA (OU SERIA GENOCÍDIO?) DE JOVENS NEGROS NO BRASIL

(Foto: EBC)

O extermínio de jovens negros do sexo masculino no Brasil

“Das 56.337 vítimas de homicídio no país em 2012, 30.072 eram jovens de 15 a 29 anos; desse total, 23.160 (77%) eram negros; 93,3%, homens residentes nas periferias e áreas metropolitanas dos centros urbanos”.
Por Fátima Oliveira, em O TEMPO (fatimaoliveira@ig.com.br @oliveirafatima) - reproduzido do blog Viomundo - o que você não vê na mídia, postagem de 29/04/2015
A CPI da Violência contra Jovens Negros e Pobres, em 9 de abril passado, recebeu o coordenador do estudo Mapa da Violência, o sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz, que disse: “Homicídios são a principal causa da morte de jovens negros no Brasil”. E acrescentou: “Das 56.337 vítimas de homicídio no país em 2012, 30.072 eram jovens de 15 a 29 anos; desse total, 23.160 (77%) eram negros; 93,3%, homens residentes nas periferias e áreas metropolitanas dos centros urbanos”. Os dados configuram um extermínio da juventude de baixa renda, que, no Brasil, coincide com ser negro! E concluiu: “A alta taxa de homicídios no país é atribuída à impunidade, à cultura da violência e à tolerância institucional”.
A citada CPI, no último dia 14, ouviu o representante do Ipea, Antonio Teixeira de Lima, que declarou: “O Estado brasileiro conduz uma ‘máquina de morte em massa’, e os autos de resistência, usados pela polícia, são instrumentos que ‘legitimam o Estado a matar’”.
O auto de resistência é procedimento-padrão criado pela ditadura militar visando à legitimação do extermínio pelas forças policiais: era legítimo matar de suposto bandido a comunista e alegar resistência à prisão. Continua em vigor.
Afirmou o pesquisador: “O total de mortes violentas no país já ultrapassou a casa de 60 mil por ano. Em dez anos, morreram 70% mais negros que brancos, segundo o Mapa da Violência (2002-2012). Houve redução significativa da taxa de homicídios entre os brancos, enquanto entre os negros o índice aumentou”.
Para ele, a “máquina de morte em massa” está dizimando os negros: “Não são apenas indivíduos que estão morrendo, estamos falando de uma raça inteira que é arrastada pela precariedade e pela política de morte instituída pelo Estado brasileiro, desde o período colonial e que persiste até hoje”.
No último dia 16, a referida CPI ouviu o representante da Justiça Global, Hamilton Borges, e Átila Roque, diretor executivo da Anistia Internacional – que no fim de 2014 lançou a campanha Jovem Negro Vivo, que se apoia em dados do Mapa da Violência 2014, objetivando sensibilizar as pessoas sobre o homicídio de jovens negros, posto que, de 2002 a 2012, o número de assassinatos de jovens brancos caiu 32,3%, o de jovens negros aumentou 32,4%!
Recente pesquisa do Observatório reafirma tais dados e conclui que “3,32 jovens em cada grupo de mil correm o risco de serem assassinados antes dos 19 anos, no período de 2013 a 2019”. Logo, procedem a permanente angústia e o medo de mães de meninos e jovens negros: eles estão marcados para morrer precocemente de “morte matada”!
A carnificina (ou seria genocídio?) exige mudança de atitude imediata do Estado brasileiro. Na Câmara dos Deputados, tramita o Projeto de Lei 4.471/2012, que aborda com mais rigor a “apuração de mortes e lesões corporais decorrentes das ações de agentes do Estado”: exige investigação de toda morte violenta envolvendo policiais; proíbe que a polícia transporte vítimas de confrontos (a maioria “morre” no trajeto); extingue o “auto de resistência” e estabelece a “morte decorrente de intervenção policial”!
Não há dúvida para o presidente da citada CPI, o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), do papel da impunidade: “De 1985 a 2014, apenas 5% dos inquéritos sobre chacinas foram instaurados”, diante do que propõe “um plano nacional de enfrentamento ao homicídio e à violação de direitos no Brasil”.

quarta-feira, 29 de abril de 2015

BACHELET PROMULGA LEI QUE ACABA COM SISTEMA ELEITORAL IMPOSTO NO FINAL DA DITADURA PINOCHET

Michelle Bachelet (Foto: EFE/Página/12)

'Após 25 anos tiramos o ferrolho que distorcia a vontade das pessoas', disse a mandatária; segundo ela, sistema vigente não expressava decisões da sociedade.

Do portal Opera Mundi - de São Paulo - postagem de 27/04/2015


Antiga reivindicação de movimentos sociais e políticos no Chile, a presidente Michelle Bachelet promulgou, nesta segunda-feira (27/04), a lei que substitui o sistema eleitoral chileno binominal herdado da ditadura, por um modelo proporcional. O desenho institucional anterior, de acordo com a mandatária, “prejudicava a democracia”.
"Hoje é um grande dia para a democracia, deixamos para trás o sistema binominal que por tanto tempo limitou e prejudicou nossa representação política", disse Bachelet. "Hoje com este novo sistema eleitoral proporcional e inclusivo devolvemos a cada cidadão o poder real de seu voto", acrescentou.
O sistema binominal impedia a formação de maiorias qualificadas nas duas câmaras. Para que uma lista obtivesse as duas cadeiras devia somar mais de 66%, o que era bastante improvável; no entanto, com apenas 33%, a segunda lista mais votada conseguia a mesma representação que a primeira.
A mandatária ressaltou ainda que "após 25 anos tiramos o ferrolho que distorcia a vontade das pessoas. Após uma longa luta fica para trás um sistema que não refletia o que somos e também não nos permitia definir soberanamente o que almejamos como sociedade".
O projeto de lei que eliminou o sistema eleitoral binominal, considerado uma herança da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990), foi aprovado no final de janeiro depois de uma longa negociação entre a governante Nova Maioria e alguns setores da direita opositora que aceitaram a mudança.
Mediante uma emenda da Lei Orgânica Constitucional sobre Votações Populares e Escrutínios, a nova lei abre a porta para modificação do número de senadores e deputados e uma redistribuição dos distritos e circunscrições eleitorais.
Sob o sistema binominal até agora vigente eram eleitos dois representantes por cada distrito ou circunscrição.
Com a mudança, será estabelecido um aumento dos deputados de 120 a 155 e de 38 a 50 no caso dos senadores.

terça-feira, 28 de abril de 2015

BRASIL: ADEUS, INÊS ETIENNE ROMEU

(Foto: Tânia Rego/ABr)

Inês foi a única sobrevivente da Casa da Morte, um aparelho clandestino de tortura da ditadura que seviciou e executou adversários do regime militar.


Por Maria Inês Nassif, no portal Carta Maior, de 27/04/2015 (recomendado pelo companheiro Geraldo Guedes, advogado de Brumado-Bahia)

A ex-presa política Inês Etienne Romeu morreu hoje de manhã (segunda-feira, dia 27 de abril de 2015), dormindo. Foi a melhor maneira que a morte encontrou para compensá-la da dor que foi sua vida. Inês viveu 72 anos de idade porque teimou em viver. Foi a única sobrevivente da Casa da Morte, em Petrópolis, um aparelho clandestino de tortura da ditadura que seviciou e executou adversários do regime militar. Saiu de lá graças a denúncias de sua prisão ilegal, que repercutiram internacionalmente.
 
Sobreviveu porque a família e os advogados a entregaram para a Justiça. A prisão não clandestina, por uma condenação para o resto da vida, a salvou de torturadores clandestinos.
 
Inês integrava o comando da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), foi delatada por um camponês que tinha o codinome de Primo e presa em 5 de maio de 1971 pelo delegado Sérgio Paranhos Fleury, na avenida Santo Amaro, em São Paulo, por suposta participação no sequestro do embaixador suíço Giovanni Bucher, uma operação feita pela sua organização meses antes sob o comando de Carlos Lamarca. Foi barbaramente torturada no DOI-CODI paulista, até que “entregou” um “ponto” que não existia, em Cascadura, no Rio, onde encontraria com um companheiro de organização. Levada para lá, dirigiu os torturadores até uma avenida – e lá, livre para se encontrar com o suposto guerrilheiro, atirou-se na frente de um ônibus. E sobreviveu.
 
Depois de uma passagem pelo Hospital da Vila Militar, pelo hospital Carlos Chagas e, por fim, pelo Hospital Geral do Exército, Inês conheceu o inferno dos infernos. Foi transferida para o lugar de onde nenhum prisioneiro conseguiu sair, a Casa de Petrópolis. Lá, enfrentou novo e intensivo período de torturas que durou até agosto e valeu a ela mais quatro tentativas fracassadas de suicídio. Todavia, quando em julho um Dr. Teixeira, seu torturador, sugeriu que suicidasse para escapar das sevícias, Inês resistiu. Na avenida escolhida pelos algozes, ajoelhou-se abraçada às pernas de um dos agentes e apenas gritou, para chamar a atenção dos transeuntes. Os torturadores a tiraram rapidamente do local e a levaram de novo para a Casa da Morte, onde enfrentaria mais duas semanas de torturas intensas.
 
Em agosto de 1971, foi jogada na casa de uma irmã pesando apenas 32 quilos, mas com a memória intacta e disposta a denunciar o que sofrera. Lá, fez um primeiro dossiê: lembrava dos codinomes dos torturadores, de presos que foram executados dentro da casa, ouvira em determinado momento que estava em Petrópolis, viu o dono da propriedade ser chamado de Mário e registrou o número do telefone que algum incauto deixou escapar perto dela. Até novembro, enquanto a família e os advogados definiam uma estratégia para mantê-la viva e a salvo dos torturadores, Inês registrou o que sabia – e de memória conseguiu mapear a casa dos horrores por dentro.
 
Para livrá-la das garras da tortura, os advogados decidiram-se pela prisão oficial de Inês, que foi entregue à Justiça e encaminhada ao Presídio Tavarela Bruce, condenada à prisão perpétua. Foi libertada oito anos depois, pela lei da anistia. Desde então, dedicou sua vida a denunciar a desumanidade das torturas e a esclarecer mortes de presos políticos que passaram pela Casa da Morte enquanto lá esteve.
 
Graças a Inês, vários torturadores foram identificados. Foi com seu testemunho também que se descobriu o papel que o médico Amílcar Lobo desempenhou na casa dos horrores de Petrópolis: ele era responsável por manter vivos os presos, para que eles fossem submetidos a mais torturas, pelo tempo que os torturadores considerassem necessário para arrancar deles as informações que queriam. Lobo, codinome “Dr. Carneiro”, teve o seu registro de médico posteriormente cassado pelo Conselho Regional de Medicina (CRM).  
Em 2003, aos 61 anos, Inês sofreu uma agressão dentro de sua casa, de um suposto marceneiro, e foi internada com traumatismo cranioencefálico. Foi um longo período de tratamento até que conseguisse novamente falar e andar. A polícia do 77o. Distrito de São Paulo registrou a agressão como “acidente doméstico”. Até hoje o agressor não foi identificado.
 
Foi-se embora hoje, enfim, a Inês, aquela que sobreviveu ao Fleury, à Casa da Morte, a cinco tentativas de suicídio, o atropelamento por um ônibus e à agressão de um desconhecido. Porque viveu, as famílias de vários desaparecidos puderam reconstituir os últimos momentos de seus entes queridos e chorar, enfim, suas perdas. Porque viveu, o Brasil ficou sabendo dos horrores a que foram submetidas as pessoas presas em aparelhos clandestinos da ditadura, e de como a vida humana valia tão pouco para eles. Porque viveu, lutou. E até o fim. Adeus, Inês Etienne Romeu. Sentiremos sua falta.

ARGENTINA: PRESIDENCIÁVEL DE DIREITA FORTALECIDO NAS ELEIÇÕES PRIMÁRIAS DE BUENOS AIRES

Mauricio Macri está terminando seu segundo mandato na prefeitura de Buenos Aires e é o candidato à presidência mais forte da direita para enfrentar o candidato do kirchnerismo, ainda não escolhido (Foto: DyN/Página/12)

O partido macrista Proposta Republicana (PRO, direita) obteve 47,6% dos votos, depois de apuradas 90,8% das urnas de Buenos Aires, reduto da direita.

Do sítio web UOL Notícias, de 27/04/2015

Buenos Aires, 27 Abr 2015 (AFP) - A candidatura presidencial de direita de Mauricio Macri ficou fortalecida no domingo quando seu partido conseguiu a maioria dos votos por uma ampla margem nas primárias para prefeitura da capital argentina, segundo resultados oficiais.

O partido macrista Proposta Republicana (PRO, direita) obteve 47,6% dos votos, depois de apuradas 90,8% das urnas de Buenos Aires, reduto da direita.

Macri, um empresário magnata e atual prefeito da capital, é um dos favoritos para as presidenciais de 25 de outubro.

Cerca de 2,5 milhões de cidadãos estão habilitados a votar nas primárias obrigatórias visando às eleições de 5 de julho (e 19 de julho se houver segundo turno).

O afilhado político de Macri para a prefeitura da capital, Horacio Rodríguez Larreta, venceu na eleição interna do PRO a senadora Gabriela Michetti, bem conceituada e paraplégica em função de um acidente de carro em 1994.

Atrás do PRO, ficou outro partido opositor de direita, o Energia Cidadã Organizada (ECO), com 22,2% dos votos e a vitória na interna do economista Martín Loustau.

Em terceiro lugar, está o governista Frente para a Vitória (FPV, peronista de centro-esquerda), da presidente Cristina Kirchner, com 18,7% de votos e cujo pré-candidato foi presidente das Aerolíneas Argentinas, Mariano Recalde.

Kirchner termina em dezembro seu segundo e último mandato, depois de oito anos no poder.

Seus maiores adversários da oposição são Macri e o deputado Sergio Massa (peronista dissidente de centro-direita), segundo as pesquisas de intenção de voto.

NO EQUADOR, HÁ UM PRESIDENTE QUE É PROTAGONISTA NA BATALHA DA COMUNICAÇÃO

O programa de 18/abril, realizado a partir de San Isidro de Puengasí, em Pichincha (Quito), foi o de número 420 (Foto: Divulgação/El Telégrafo)
‘Enlace Cidadão’, aos sábados, pela Equador TV: durante quatro horas, o âncora/presidente Correa repassa os temas da semana, os planos e ações governamentais, rebate os adversários e polemiza com os meios de comunicação: apresenta o seu contraditório às “verdades” do pensamento único da mídia hegemônica.

Por Jadson Oliveira (jornalista/blogueiro) – editor do blog Evidentemente – publicado em 28/04/2015

De Quito (Equador) – “A imprensa corrupta como sempre... corrupta e corruptora”; “Os mandantes aqui não são o império e o FMI, são o povo equatoriano”; “A verdade, companheiros, nada mais que a verdade... aprendamos com a história, é proibido olvidar!” “Vamos rumo à segunda e verdadeira independência!” “Somos mais, companheiros, somos muitíssimo mais”.

Quem já imaginou escutar bordões deste tipo saídos da boca de um presidente (ou presidenta) brasileiro, na tela da TV? Pois é, que morram de inveja e desespero os patriotas e ativistas do Brasil: isto acontece aqui no Equador, na nossa América Latina, através do programa ‘Enlace Ciudadano’, todos os sábados, das 10 às 14 horas, na emissora pública Equador TV, canal 7.

O âncora é nada mais nada menos que o presidente da República, Rafael Correa. Durante quatro horas, com ênfase, humor e ironia, respaldado por uma plateia animadíssima – não faltam os gritos de “reeleição, reeleição!” -, ele repassa os temas locais e internacionais da semana, relembra toda a agenda da presidência, fala das inaugurações de obras, anuncia outras e apresenta planos de ação governamentais.

E – certamente a parte mais interessante – rebate os políticos adversários e polemiza com os meios de comunicação opositores, a grande maioria da mídia privada. Dá a sua versão sobre cada um dos temas importantes abordados pelos jornais e noticiários durante a semana, desmascarando, com detalhes e sem eufemismos, as tramas, mentiras e manipulações, em conformidade com a visão do governo. (Numa de suas investidas, disse: “Essa imprensa não serve nem para amadurecer abacate” – no Brasil seria “enrolar peixe”). 
O bom humor dá o tom em toda a programação (Foto: Internet)
Desmascarando enfaticamente as "mentiras": o El Universo que aparece aí é o jornal mais tradicional do país (Foto: Internet)
Ou seja, no ‘Enlace Cidadão’, Correa apresenta ao vivo e em cores, na tela da TV (tem transmissão também por rádio e o programa é repetido em outro horário), a partir de um cenário instalado em algum ponto do país, o seu contraditório às “verdades” do pensamento único da mídia hegemônica.

E o faz sem ser enfadonho. Lembra inclusive o famoso “Alô Presidente!” do líder venezuelano Hugo Chávez, que todos os domingos, durante horas, encantava a grande audiência formada por seus seguidores. Talvez Correa não chegue a ter a eloquência e o carisma de seu amigo Chávez, mas creio que se sai muito bem na televisão.

Não é à toa que o conceituado jornalista e acadêmico Ignacio Ramonet, diretor do Le Monde Diplomatique em espanhol, tenha comentado recentemente que Correa estudou comunicação depois de se tornar presidente. (Uma boa dica para os presidentes e políticos do Brasil).

A visita do Papa, “as mãos sujas da Chevron” e Cantinflas

Assisti todo o programa do dia 18 de abril, no sábado seguinte à Cúpula das Américas. A recapitulação dos fatos da semana abrangeu, na verdade, duas semanas, já que o presidente no sábado anterior, dia 11, estava no encontro do Panamá.

Além, portanto, dos destaques da agitada Cúpula – com a reaproximação de Cuba e EUA e as ameaças do império contra a Venezuela –, Correa repassou assuntos como a inauguração da Escola de Defesa da Unasul, um contra-ponto à famigerada Escolas das Américas (no Panamá), que fomentou as ditaduras militares na América Latina;

Apresentou planos de ação nas áreas de educação tecnológica e de políticas industrial e agroindustrial, contando com a ajuda duma bancada de ministros e assessores; enalteceu a figura do grande Eduardo Galeano, que tinha morrido naquela semana; falou dos últimos desdobramentos da campanha “As mãos sujas da Chevron” – o governo e o povo lutam por indenização pela destruição ambiental causada pela petroleira na Amazônia equatoriana;

Falou também, além de vários outros temas, do pedido que fez – e foi atendido – para que o Papa incluísse a cidade de Guaiaquil (a maior do país) no roteiro da visita ao Equador, na primeira quinzena de julho próximo; e do convite feito pelo Vaticano ao país para ajudar na elaboração da encíclica sobre o meio ambiente e as mudanças climáticas, em virtude dos avanços explicitados sobre o assunto na sua Constituição de 2008.

Há ainda alguns quadros que diversificam a programação, como ‘Equador em positivo’, que no programa que assisti expôs números sobre a redução da pobreza e das desigualdades; outro é ‘A cantinflada da semana’ (o nome vem do consagrado ator e humorista mexicano Cantinflas).

Aliás, nesta linha de explorar o humor, há também, já no final do programa, a participação de quem julgo ser um comunicador/comediante, que discorre – com interlocução frequente de Correa - sobre temas que devem ser picantes, engraçados e relacionados ao dia-a-dia da cultura nacional, a julgar pelos risos da plateia. (As pessoas normalmente não entendem chistes/piadas em língua estrangeira, é o meu caso).

Ah, quase ia me esquecendo duma frase muito repetida pelo presidente âncora/apresentador/animador: “Nosso trabalho não visa as próximas eleições, mas as próximas gerações”.


PS: Estou devendo aos meus leitores matéria sobre a construção da mídia contra-hegemônica da chamada Revolução Cidadã e a aplicação da “Ley de Medios” equatoriana, aprovada há quase dois anos, visando a democratização das concessões de rádio e TV.

DÉBORA SILVA MARIA: "O BRASIL É UM PRODUTOR DE MÃES DE MAIO"

(Foto: Elsa Fiúza/ABr)

Débora Silva Maria, liderança do movimento Mães de Maio, debate a criação da Comissão da Verdade da Democracia com o Correio da Cidadania.


Por Gabriel Brito e Paulo da Silva Júnior, do Correio da Cidadania - reproduzido do portal Carta Maior, postagem de 22/04/2015

"Uma luz no fim do túnel". É assim que Débora Silva Maria, liderança do movimento Mães de Maio, define a criação da ‘Comissão da Verdade da Democracia – Mães de Maio’, recém-aprovada pela Assembleia Legislativa de São Paulo. Para ela, que perdeu o filho nos famosos choques entre Estado x PCC em maio de 2006, no qual centenas de pessoas comprovadamente inocentes foram assassinadas pelas forças policiais, o Estado precisa reconhecer sua responsabilidade na histórica violência contra os mais pobres.

“O Brasil é um produtor de mães de maio. Vemos que só mudam o endereço e o estado das vítimas, porque o militarismo está perpetuado em nosso país. A ditadura não acabou. Está muito presente nos nossos dias e temos que acabar com ela. Pra diminuir, com certeza, 90% da violência do país, precisamos desmilitarizar a polícia, a justiça e a própria sociedade”, disse Débora, que também conheceu de perto os trabalhos e investigações da Comissão da Verdade relativa aos crimes da ditadura.

O discurso de Débora é forte, incisivo, com os traços de quem conheceu as relações de poder da sociedade brasileira pela pior maneira possível. Dessa forma, não faz concessões em suas demandas. “Vemos com entusiasmo, pois almejamos muito, mas também com desconfiança. Não aceitamos que falem por nós. Nós é que vamos impor a regra. Porque quem sentiu na pele o que é o Estado terrorista foi a gente, que vive na periferia, no gueto, e sabemos muito bem o que é não ter direitos”.

Na conversa, ela fala das articulações que o movimento tem feito e também das pressões que cada vez mais exerce sobre as instituições, inclusive em Brasília. Na esteira do debate, também apontou a “desmilitarização da polícia e do judiciário” como urgências da transição brasileira para uma verdadeira democracia, além de bater forte contra o projeto de redução da maioridade penal, uma das pautas conservadoras que permeiam o ano político.

A entrevista completa, gravada nos estúdios da webrádio Central3, pode ser lida na Carta Maior. Clicar aqui:

segunda-feira, 27 de abril de 2015

CRISTINA KIRCHNER: "OS PAÍSES DESENVOLVIDOS FICAM COM A DROGA E O DINHEIRO; ENQUANTO OS POBRES FICAM COM OS MORTOS E AS ARMAS" (vídeo)



Vídeo com o discurso da presidenta da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, na VII Cúpula das Américas, realizada no Panamá (Legendado por Akira Pinto Medeiros)

(Foto: Presidência da República do Equador)

Em discurso, Kirchner abordou temas polêmicos da política latino-americana de um ponto de vista que não estamos acostumados a ver na velha mídia.


Reproduzido do portal Carta Maior, de 27/04/2015

A Presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, aproveitou a sua última participação como presidenta em Cúpulas das Américas para realizar um duro discurso. Adotando claras posições à esquerda, a mandatária apontou as inúmeras contradições recorrentes no combate ao narcotráfico, assim como saudou a luta do povo cubano como sendo triunfante. 

Cristina observou a aproximação entre Cuba e Estados Unidos por um ângulo distinto daqueles que os jornais noticiaram: foi enfática ao dizer que a presença de Cuba no encontro era fruto da luta e da resistência do povo cubano, liderada por revolucionários que segundo ela não traíram a luta contra o embargo econômico imposto pelos EUA ainda na década de 60. Cristina, em postura similar a Chavez ou Néstor, apontou para os EUA e não teve dúvidas ao indicar que o problema do narcotráfico na América Latina está fundamentalmente baseado no financiamento dos cartéis e na lavagem do dinheiro oriundo do narcotráfico. Segundo a mandatária, somente se estes pontos forem abordados o problema da droga poderá ser resolvido. 

Ainda pôde criticar o recente decreto de Obama sobre a suposta ameaça aos EUA representada pela Venezuela. Pedindo sinceridade aos mandatários e mandatárias presentes, Cristina foi feliz em expôr uma América Latina insubmissa e comprometida com a integração e com a diminuição das desigualdades.  
 


 

JOSÉ VICENTE RANGEL: PERSONAGENS DESQUALIFICADOS DIRIGEM OFENSIVA MUNDIAL CONTRA A VENEZUELA

O jornalista durante seu programa de TV ‘José Vicente Hoje’, que vai ao ar nas noites do domingo pela emissora privada Televén (Foto: Aporrea)
Conspiram no exterior pessoas processadas pela Justiça, políticos corruptos, violadores da Justiça e dos direitos humanos, "personagens cínicos que opinam sem indagar sobre as denúncias duma oposição golpista e aventureira como a venezuelana".

Por AVN/Aporrea.org – reproduzido do portal Aporrea.org, de 26/04/2015

O jornalista José Vicente Rangel alertou que a ofensiva mundial contra a Venezuela está dirigida hoje em dia, em sua maioria, por personagens e organizações desqualificados, processados pela Justiça, com prontuários policiais e experts em práticas vinculadas com o delito.
"Nunca se viu no concerto mundial tanta imoralidade reunida para agredir um governo e um povo digno, respeitoso das instituições e da democracia", disse Rangel em seu programa José Vicente Hoy (Hoje), transmitido neste domingo pela televisão privada Televén.

O experimentado comunicador destacou que "a ofensiva contra a Venezuela, a mais selvagem, cara e imoral que se tenha conhecido, é como o conluio dos bandidos” (“confabulación de los pillos").

Assinalou que contra a Venezuela conspira no exterior uma "corte de los milagros", de processados pela Justiça, políticos corruptos, violadores da Justiça e dos direitos humanos, "personagens cínicos que opinam sem indagar sobre as denúncias duma oposição golpista e aventureira como a venezuelana".

Entre os que dirigem esta campanha, mencionou o senador estadunidense Robert Menéndez, que é processado por 14 acusações, dentre elas oito por extorsão.
Continua em espanhol (com traduções pontuais):

También está el senador Marcos Rubio, quien, recordó Rangel, tiene abiertas averiguaciones en Estados Unidos por donaciones (doações) y fondos de campaña no declarados, así como actuaciones dudosas (duvidosas) por corrupción y obstrucción a la justicia en Florida (Flórida/EUA). Además, el Buró Federal de Investigaciones (FBI) tiene expedientes en su contra por soborno y chantaje.

Del mismo modo, Rangel incluyó al expresidente colombiano Álvaro Uribe, quien promovió en el Senado de su país un pronunciamiento contra Venezuela. El exjefe de Estado acumula varias investigaciones por delitos diversos, masacres y connivencia con paramilitares y narcotraficantes.

El periodista aludió a los planteamientos (O jornalista se referiu a acusações) contra el país impulsados desde el Senado de Chile por partidos pinochetistas y sectores alineados (alinhados) con la derecha.

Asimismo (De igual modo), está el Parlamento español, donde el Partido Popular (PP) y el Partido Socialista Obrero Español (Psoe) incitan los acuerdos contra Caracas. Ambas organizaciones están descalificadas por altos vínculos con la corrupción y severamente cuestionadas por la opinión pública, recordó Rangel.

Tradução (parcial): Jadson Oliveira